Setembro é o mês do regresso às aulas. Para uns, representa o regresso à rotina. Para outros, significa o regresso dos filhos à escola. Para outros tantos, marca o regresso do trânsito. Mas, acima de tudo, é o mês associado ao recomeço e ao crescimento.
Crescemos quando aprendemos, e o conhecimento dá-nos ferramentas para compreender o mundo e enfrentar os desafios da vida adulta. Promove o espírito crítico, amplia horizontes e pode ser um importante elevador social, capaz de criar oportunidades.
A educação e a formação são estruturantes numa sociedade e num país. Mas será que a aprendizagem termina quando deixamos a escola e entramos no mercado de trabalho?
Porque aceitamos com naturalidade que uma criança precisa de aprender para crescer, mas esperamos que os adultos cresçam sem continuar a aprender?
No dia a dia das organizações, a formação assume frequentemente uma dimensão de cumprimento legal e administrativo, quando poderia ser também uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional para as pessoas, as equipas e as próprias organizações.
Medimos indicadores importantes a frequência nas formações, o número de horas realizadas, o número de participantes. Mas e se também pensássemos no que mudou?
Se queremos que as equipas acompanhem a evolução tecnológica, desenvolvam autonomia, saibam gerir situações de stress e conflito e respondam aos desafios dos clientes, é necessário dar-lhes conhecimento, ferramentas e oportunidades para encontrar novas formas de fazer.
Há uma diferença entre dizer a alguém o que fazer e ajudá-la a compreender porquê. Quando compreendemos a razão por detrás de uma instrução, deixamos de depender apenas dela. Passamos a ter conhecimento para analisar diferentes situações, questionar, encontrar alternativas e tomar decisões mais conscientes.
É neste ponto que a formação ultrapassa a dimensão da obrigação e se transforma numa ferramenta de desenvolvimento. O conhecimento é estratégia e reduz a exposição ao risco, desenvolve o espírito crítico e permite procurar continuamente formas de melhorar. E quando encontramos formas melhores de fazer, melhoramos processos, qualidade e o serviço que prestamos.
Talvez setembro seja um bom momento para recordar que a aprendizagem não termina quando deixamos a escola. É um processo contínuo, que nos acompanha ao longo da vida e que nos permite crescer.
Porque crescer não é apenas acumular experiência. É continuar a aprender, questionar o que fazemos e descobrir que podemos sempre fazer melhor.
Artigo de Opinião por Carina Freitas, Gestora de Formação e Bem-Estar – 30 de Setembro de 2026


